O brasileiro não lê? Calma, essa história tem plot twist

O brasileiro não lê? Calma, essa história tem plot twist

Vamos ser honestos: os dados existem e não são bonitos. A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil de 2024, do Instituto Pró-Livro, mostrou que 53% dos brasileiros não leram nem parte de um livro nos três meses anteriores à entrevista. 

E quando a gente pergunta por quê, as respostas se repetem: “não tenho tempo”, “não tenho paciência”, “não gosto de ler”.

Pronto, caso encerrado. 

O brasileiro não lê.

O que esses números não contam

Aqui é onde o plot twist começa.

Essas pesquisas medem uma coisa muito específica: se a pessoa leu um livro  (geralmente impresso) nos últimos meses. Mas será que “ler” em 2026 ainda significa apenas sentar numa poltrona com um livro de papel nas mãos?

Pensa com a gente. O mesmo brasileiro que diz “não ter tempo para ler” passa, em média, mais de 9 horas por dia conectado na internet. Ele ouve podcast no caminho do trabalho. Maratona série com legenda (lendo, portanto). Devora threads enormes no Twitter. Lê matérias, newsletters, posts, artigos…

Esse brasileiro consome conteúdo o dia inteiro. Ele só não consome no formato que as pesquisas tradicionais medem.

O verdadeiro vilão é o formato

A vida do brasileiro médio não é exatamente um convite à leitura contemplativa. São duas horas (ou mais) no trânsito, jornada de trabalho longa, filho pra buscar na escola, academia, mercado, jantar. Quando finalmente sobra um tempinho no sofá, o cérebro já está no modo “não me peça mais nada”.

Abrir um livro de 400 páginas nesse contexto parece tão viável quanto correr uma maratona depois de um dia de mudança.

Agora imagina essa mesma pessoa colocando o fone de ouvido e ouvindo um livro inteiro enquanto faz tudo isso. No ônibus, na esteira, lavando a louça ou naquele engarrafamento que testaria a paciência até de um monge.

É por isso que o mercado de audiolivros está explodindo no Brasil. A receita do setor cresceu mais de 100% em 2024 em relação ao ano anterior. No Brasil, as estimativas apontam para mais de 26 milhões de usuários de audiolivros até o fim da década.

Não parece um país que “não lê”, parece?

E a Tocalivros com isso tudo?

Bom, a gente tem um pouco (bastante) a ver com essa história.

A Tocalivros nasceu lá em 2014, quando quase ninguém no Brasil falava em audiolivro. Nossos fundadores perceberam que o problema nunca foi a falta de vontade do brasileiro e sim a falta de opção. Se metade das pessoas dizia não ler por falta de tempo, a solução não era reclamar da falta de tempo. Era criar um formato que coubesse no tempo que as pessoas já tinham.

A gente acredita e prova todo dia que quando a literatura chega no formato certo, o brasileiro responde. 

E responde bonito.

Por onde começar?

Se você chegou até aqui e nunca ouviu um audiolivro, a gente tem algumas sugestões pra você mergulhar de cabeça:

Para quem quer começar leve: O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry — narrado pelo Fabio Porchat, Thati Lopes e Kaik Pereira. 

É curto, é lindo e você vai ouvir com um sorriso no rosto.

Para quem quer conhecer o Brasil de verdade: Sagarana, de Guimarães Rosa — os contos do sertão ganham outra dimensão quando contados em voz alta, como sempre foram feitos para ser.

Para fãs de clássicos que não morrem: Fogo Morto, de José Lins do Rego — uma das obras mais importantes da literatura brasileira, agora acessível para quem nunca teve paciência (ou oportunidade) de ler as páginas.

A verdade que a manchete não conta

O brasileiro quer ler, sempre quis. O que faltava era alguém entender que o caminho até o livro não precisa ser o mesmo de sempre.

Os audiolivros não vieram para substituir o livro de papel. Vieram para abrir uma porta que estava trancada para milhões de pessoas. E a Tocalivros está aqui, desde 2014, segurando essa porta aberta.

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Quer começar agora? Baixe o app da Tocalivros ou acesse nosso site e descubra como transformar cada minuto do seu dia em uma história que vale a pena. 

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